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Sobre_Crenças_Religiosas

                  Todo homem tem o direito a liberdade de expressão, seja ela artística, filosófica, política, religiosa e etc. Só não podemos obrigar ninguém a pensar ou agir como a gente deseja, todos têm seus direitos e deveres como cidadão do mundo, que devemos sempre respeitá-lo até a ultima instancia. Se quisermos respeito para que essas idéias de confraternização evoluam-se, com isso poder-se opinar, até mesmo tentar provar a possibilidade de fazer dessa vida um lugar feliz e tranqüilo para a comunidade viver em paz, começaremos, sem dúvida nenhuma, respeitando as idéias alheias de forma bem harmoniosa com o entendimento coletivo, porque ninguém é dono da verdade absoluta; um bom exemplo disso são as inteligentíssimas palavras em dose dupla do ilustríssimo Sr Voltaire.
         “- A verdade quando é verdade, é igual à luz do sol ao meio-dia, não se formam partidos, religiões, seitas, segmentos ou frações, para se discutir se ao meio-dia é claro ou escuro” - “Não concordo em nada com o que você escreveu, mais defendo com minha vida o direito de tê-las escrito como escreveu”.
        A liberdade individual tem que ser um direito de todos, porque ninguém é exclusivo perante a criação. A verdadeira liberdade é aquela infinita, desde que não perturbe a liberdade alheia. Enfim, cada um de nós pode ser particularmente o que é nesse presente momento sem problema, desde que não incomode o seu semelhante.
        Este princípio é sutilmente muito deturpado é nas religiões, embora a maioria delas afirmem que Deus é único, está em todo lugar possível, fizeram e ainda fazem tantos caminhos confusos para se chegar a Ele, que a maiorias de nós pessoas humildes e honestas, perde-se inutilmente nesta busca sincera de compreender a criação, pois na verdade, cada um está interessado em fazer de Deus sua imagem e semelhança a seu próprio gosto, moldando segundo seus interesses limitados e mesquinhos. Com isso transformaram Deus numa mercadoria muito valiosa e concorrida, sempre tendo como ponto de apoio as nossas dúvidas e ansiedades, aliadas às muitas necessidades materiais e sociais.
        Numa tentativa de harmonizar o que conhecemos para que haja melhor entendimento, faremos um breve resumo histórico das origens das religiões, e não debater os seus conteúdos e rituais místicos, já que geralmente todas elas, sem exceção, trazem algum conforto e ricos exemplos aos que delas necessitam.
        Vejamos, primeiramente nos primórdios do tempo. O homem adorava Deus na forma de animais ou fenômenos da natureza, porque sentia que eram forças superiores e cuja explicação estava muito além da limitada compreensão humana da época; nisto temos a astrologia, dita até hoje como uma ciência exata, porque antes o sol, a lua e as estrelas, serviam para orientação do homem antigo através do tempo e espaço. Foi quando alguns destes observadores mais exaltados, com algum interesse aprenderam a sugerir interpretações simbólicas, quando viam algo diferente (na verdade comum) no céu, como eclipse, cometas e etc.
        Hoje a astrologia (“Estudo da influência dos astros no destino e comportamento do homem”) é informatizada porque adotou muitos princípios lógicos da Astronomia (“Ciência que trata da constituição e movimentos dos astros”), e ainda deixou os animalescos e mitológicos deuses celestiais da imaginação antiga que compunham sua base, para se fundamentarem nos planetas conhecidos, depois da descoberta do telescópio. Enfim, talvez com tudo isso a previsão astrológica se transformou numa das maiores crendices populares, aceita como verdade inquestionável de fato. Observem-se como muitas pessoas esclarecidas as aceitam como verdades da ciência, esquecem que até seus prescientes mal conseguem explicar cientificamente como funciona a mecânica planetária. Isto por que não valorizam tanto a lua como se deveria, já que lua é o astro que mais influencia a terra, sua influência é bem mais visível do que todos os outros planetas “superentidades” de seus estudos profundos.
        Toda e qualquer previsão é sempre uma incerteza contida, até para aquele que a previu com sinceridade; é sempre um desejo latente que aconteça algo que alguém deseja no fundo da alma, por isso está sempre associada a algum interesse imediato ou gosto particular dos envolvidos. Na maioria das vezes é simplesmente uma troca de prestígio ou mesmo financeiro, já que muitos poucos prevêem de graça.
        Mas como algumas outras várias religiões, sofreram um grandíssimo golpe que deveria ter sido definitivamente mortal quando o Sr Galileu anunciou ao mundo que não havia céu espiritual nem anjos celestiais como se acreditava até então. O pior era então estar diante da prova definitiva de que a terra não era o centro do universo, como na época defendiam nossas ideologias religiosas, e pobres de nós humanos, ainda nos recusando a enxergar o óbvio da verdade bem diante dos olhos, de sermos um simples mero acaso dessa manifestação material. Tudo era redondo no infinito espaço sideral, incluindo também a terra, só com isso já deveríamos enterrar, de uma vez por todas, muitas verdades “entre aspas” intocáveis oriundas das ditas revelações divinas, essas mesmas que ainda hoje se mostram como uma grande mentira para a ciência moderna.
        Mas é dado ao homem o poder de se adaptar e transformar sua causa ideológica religiosa em verdade, segundo suas necessidades básicas e interesses mais urgentes, nem que escrupulosamente tenha que cegar mutilando a nossa ciência. Ora que ruindade, vejam ainda como os padres e bispos da época correram para ensinar que o Sr Galileu ficou cego foi de tanto olhar para o sol, acho que tinham esperança de esconder a verdade que, no final, sempre predomina sobre as fantasias e superstições mentirosas do passado.
        No Egito também surgiram as primeiras escrituras (papiros sagrados e idolatrados), designadas como o “Livro dos Mortos”. Foi berço do homem comum virar Deus vivo para seu semelhante, que continuava como sempre eternamente mortal, pois o faraó Osíris, que simplesmente ressuscitou nos braços de sua amada Ísis e vivem até hoje, “voando num cavalo alado” entre nossas cabeças há milhares de anos, por incrível que pareça, e segundo essa grande crença que resultou por fim no princípio do reviver dos corpos (“ressurreição”).
        Olhando para o tempo infinito do passado distante, mal iniciamos o processo de conhecer as leis da natureza e já tínhamos vários deuses místicos com os mais diversos nomes e propósitos; Amon, Ra, Atom e etc. Marduk era o grande Deus da Babilônia e Mesopotâmia em épocas muito antigas da nossa socialização, na qual já se desenvolvia a escrita que substituía lentamente os cânticos (“mantra”) milenares, usados até então, como única forma de espalhar conhecimentos entre as gerações de seus povos. Cantar, dançar e bater tambor era uma forma antiga de transmitir conhecimentos. Sem dúvida nenhuma, foi à música a primeira manifestação artística e religiosa do homem para extravasar suas sublimes emoções.
        Voltando às histórias escritas, ou melhor, musicadas, os Arianos introduziram os Vedas na Índia, transformando-se na filosofia Hindu, berço de tantas outras variedades de religiões e deuses, sendo os mais conhecidos; Brama, Vishnu, Siva, Krsna e etc. As compilações “Sama Veda, Yajur Veda, Rid Veda e Atarva Veda” foram fonte de uma imensa quantidade de livros sagrados e antigos, como Upanisades e Bhagavad-Gitä e outros, cujas culturas somadas, resultaram no grande principio da transmigração da alma (“reencarnação”), que tanto influencia nossa época atual, como se fosse uma verdade inquestionável usada e aprovada pela ciência moderna. O observe-se como filmes e novelas enfocam esse tema da reencarnação com naturalidade, como se fosse uma realidade presente no dia-a-dia.
        O Budismo nasceu nessa essência há milhares de anos. Creio ser numa das épocas divina de maior iluminação terrena, daquelas que só acontecem com o passar dos milênios, pois viveram de forma quase contemporânea muitos vultos inteligentíssimos que influenciaram os costumes desse mundo, esses mesmos que fizeram muitas das nossas historias filosóficas, como os senhores Lao Tse, propulsor do Taoísmo (“yin, yang”), e Kong Fu-Tse, mais conhecido como Confúcio, que tanto contribuiu para os livros sagrados da China (“I Ching, Chou-Ching, Tai-Ho e etc.”). Toda essa mistura mística, fez nascer no Japão o Shintõ (“religião japonesa de adoração aos ancestrais”) que tanto influenciou os senhores Taniguchi (“Seicho-no-ie”) e Mokiti Okada, mais conhecido como Meishu-Sama (“Igreja Messiânica”), o senhor Miki (“Perfect Liberty”) e outros.
        Mas voltando um pouco no tempo, os primitivos Helênicos, na ânsia de explicar a origem do mundo e os fenômenos da natureza material, deram vida a outras infinidades de Deuses animados segundo suas vontades e necessidades básicas de sobrevivência, resultando em Deuses que matam filhos, estupram irmãs, enganam marido e até protegem ladrão. Os Romanos quando conquistaram a Grécia, adotaram o mesmo conteúdo, mudando apenas os nomes. Assim, Zeus virou Júpiter, Apolo em Febos, Ártemis em Diana, Afrodite em Vênus, Possêidon em Netuno, Hermes em Mercúrio... Com isso, espalhou-se por toda a Europa antiga, essa mitologia que ao menos serviu para dar nomes aos planetas novos que iam sendo descobertos no nosso sistema solar.
        Observe-se como é estranha uma estória, visivelmente comprovada ser fruto da imaginação humana; sobreviver e influenciar tanto os nossos costumes atuais, mesmo com o passar das gerações. Hoje como elas causam distorção e imensa confusão, até mesmo algum desentendimento sobre sua veracidade, acho que de todas essas estórias mitológicas da fantasia humana, a mais bem aceita e que faz muito sucesso atualmente é a do Papai Noel, embora nem nossas crianças acreditem mais em seu conteúdo. Por causa do interesse comercial, fazem questão de preservar essa estória, fazendo de conta de que é verdadeira e atual, já que acontece todo final de ano.
        Por outro lado, como é raro encontrar aqueles pensadores, que se dedicam com sinceridade ao entendimento absoluto da obra divina! A esses, poucos importam suas vontades ou verdades individuais, porque vivem saboreando o néctar maior do conhecimento coletivo da raça humana, apreenderam que a única orientação para a verdade da vida vem somente da ciência, da observação e estudo do funcionamento das coisas existentes, e nunca de histórias antigas acentuando a imaginação numa fé cega, ou mesmo princípios e preceitos sem o fundamento lógico da ciência humana moderna.
        Dizem que foi com a saída dos “escravos do Egito”, que nasceu a cultura Judaica numa nova concepção de ser o povo legítimo de Deus, (“como se todos os outros povos não o fossem”), quando aos milhares de pessoas, caminhavam pelo deserto, roubando todo o ouro, saqueando todo gado e colheita, matando cruelmente homens e usufruindo as mulheres e crianças das pequenas cidades desguarnecidas de força militar, que infelizmente encontravam pelo seu caminho.
        Como relata a própria Bíblia, “- não deixavam para trás nenhum fôlego que tivesse vida”, fico imaginando como é que seria se eles não fossem realmente povo escolhido de Deus, tamanho destruição e desarmonia na obra criativa desse mesmo Deus, pai de todos, coincidentemente talvez nem o pior demônio humano manifesto no planeta, o Sr Adolf Hitler não teria jogado sua pior ira contra esse povo que ainda vive humilhando outros povos como se fossem superiores para Deus. Fico imaginando silenciosamente com meus botões que riqueza espiritual sincera, poderei tirar originado em tamanho banho de sangue de inocentes.
        Enfim, toda essa cultura mental foi berço de uma infinidade de outras religiões moderna, e do homem que mais influenciou a cultura humana ocidental, o Sr Jesus Cristo. Começaremos pelo Catolicismo. Embora preguem sua origem em Pedro, historicamente o primeiro Papa autêntico foi Papa Leão I (440-461) a qual consolidou a instituição da Igreja Católica. Essa instituição então se espalhou com muito poder místico pela Europa e América como se fosse a única e verdadeira, e por mais de mil anos ninguém ousava contrariá-la, para não morrer da forma mais estúpida que se inventou para matar uma pessoa (“queimando vivo o cidadão numa grande fogueira e, dependendo do humor do Papa e dos Bispos, geralmente com a família inteira”), e num sentido ainda muito piorado porque os padres e fieis ativos e unidos no amor coletivo cristão, ainda faziam questão de assistir à cena tão aterrorizante para os nossos conceitos atuais.
        Mas felizmente seu imenso poder intocável começou a cair com o aparecimento dos Claques, o que facilitou a reforma Luterana, Anglicana, Metodistas e outras. Assim começaram a dividir e ainda dividem cada vez mais o Cristianismo, em pequenos segmentos que, em muitas vezes chegam mesmo a ser até contraditórios em si. A única coisa que aprendemos com certeza absoluta nessas histórias fantasiosas é não tolerar mais injustiças, e nem repetir o fato desse nosso lindo mundo deixar de evoluir tecnicamente no tempo em nome da superstição, cristã ou qualquer outra que possa existir no futuro. E não permitir que estas idéias vagas ainda vão de encontro aos verdadeiros princípios do conhecimento humano cientifico, baseado fielmente na realidade da observação e pesquisa. Veja-se que nenhum conhecimento baseado em revelações divinas nos trouxe até hoje algum (pequeno que seja) progresso cientifico verdadeiro para nossa ciência. Como diz o ditado “A religião é o ópio do povo”.
        Esta teologia também se misturou com Budismo, Confucionismo e até Astrologia, para influenciar outras escrituras como Alcorão, o livro sagrado dos Muçulmanos seguidores do profeta Maomé que, seguindo sempre o exemplo dos Católicos, mudou até o calendário desse povo. Também essa doutrina sofreu muitas divisões de interpretações, porém não vamos nos aprofundar neste resumo histórico, até porque não queremos morrer na mão de algum doente mental, que se orgulha em ser terrorista fanático e acha que esse nosso único mundo físico material e real que temos, bem diante de nossos olhos, é uma ilusão da nossa mente.
        Como podem ainda, homens de admirável inteligência que transformam um verdadeiro deserto em pequenos paraísos terrestres, negar o que é palpável e óbvio como essa realidade presente, esses homens expertos e desenvolvidos na ciência e comércio como poucos, ainda continuem a aceitar o chicote como única forma de doutrina. O mais estranho nesse ceticismo é o tratamento dado às suas mulheres, que geralmente são lindas e inteligentes e nada devem a seus pares.“- nós da espécie macho devemos respeitar e admirar sempre a capacidade superior das fêmeas, simplesmente pelo fato delas poderem gerar uma nova existência a partir da sua”.
        Como podem idéias tão pré-históricas de homens antigos, que viviam recalcados na ignorância, em épocas tão distantes, de muito pouco esclarecimento das causas verdadeiramente manifestas, ainda sobreviverem como verdade absoluta em nossa era atual, época de esclarecimentos diante da luz da ciência moderna do terceiro milênio. Como exemplos temos esses senhores religiosos que, por se basearem em princípios abstratos da antiga fantasia humana, formam todo um sistema complexo e sem as lógicas das leis materiais da ciência moderna. Com isso, vivem sempre proporcionando resultados trágicos e comprovados pelo arrastar do tempo, são essas mesmas pessoas tolas e fanáticas, aglutinadas em princípios pré-históricos, dito intocáveis embora oriundo de um passado animal, que sempre cometeram e ainda cometem os piores erros registrados na historia da humanidade. As guerras mais cruéis nasceram (e nascerão se não tomarmos cuidado) para impor ou defender essas congregações religiosas tão absurdas.
        Nos últimos séculos, quando se conquistou a América, o cristianismo sofreu muitas divisões profundas e inúteis, cada qual puxando a sardinha para seu lado, segundo suas vontades, convicções e interesses particulares. Também pudera, o Sr Jesus Cristo quando ressuscitou no oriente, veio pregar na América antes de ela ser descoberta, segundo o Sr Joseph Smity, que publicou em 1830, o (“Livro Dos Mórmons”). Os americanos queriam até prever o dia em que o Sr Jesus voltaria a terra, O Sr Guilherme Miller, que era Batista e professor de matemática, envolveu-se em infindáveis contas aritméticas para anunciar que ele viria em 1843. Reuniram-se muitas pessoas para esperá-lo, mas Ele não veio, marcaram uma infinidade de novas datas alegando erros de cálculos, e o Sr Jesus Cristo nunca vinha e francamente nunca virá porque até hoje comprovamos que ninguém nunca voltou a vida, então esses seguidores passaram a ser chamados de Adventistas, como mais tarde passaram a guardar o sábado como o dia em que o Sr Jesus virá, finalmente ficou “Igreja Adventista do Sétimo Dia”.
        Na América também apareceu inacreditavelmente uma nova Bíblia (“Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas”), e por causa dos grandes adventos da época “1874” o Sr Charles Russel, que sempre foi da igreja Presbiteriana, organizou uma imensa Torre de Vigia resultando estranhamente, num monte de Testemunhas de Jeová... “- Eles Testemunharam o que mesmo?”.
        Creio ser melhor encerrar esses comentários históricos cristãos americanos porque, segundo o Sr David Berg (“Meninos de Deus”), poderá me convencer, de que o Sr Jesus Cristo era um hippie cabeludo e muito louco, no sentido de que não respeitava as instituições da sua época. Mas cá entre nós, o maior louco de verdade é o Sr Jim Jones, que conseguiu convencer milhares de pessoas a se suicidar em nome de Deus. Custou-me acreditar que alguma morte física possa significar vida eterna, já que o conceito da morte é perder a única vida que temos no presente momento.
        Tento evitar as varias religiões cristãs obscuras que se baseiem na fé de um Espírito Santo invisível, porque essas não possuem argumentos científicos e lógicos ao homem de bom senso, até porque na maioria, são de origem americana, que não merecem muitos créditos porque nasceram da vaidade, do egoísmo, das brigas e traições internas de outras religiões. Em comum pregam que só precisamos ter fé cega “até aceito a idéia do pensamento positivo aliada a ação física direcionada”, conseguiremos fazer coisas impossíveis e porque não dizer, milagrosas, já que não conseguimos aparentemente entender o processo que foi usado na ação.
        Quando presenciamos um milagre de transformar ou mover a matéria ao nosso redor, parecendo ser até uma mágica aparentemente à primeira vista, sem ser fazendo uso de alguma lei lógica imutável da natureza ou mesmo sem um contato físico aparente, não só nós, como toda a nossa ciência, desconfiamos de imediato sua veracidade, até que o tal processo seja pesquisado e compreensível à razão humana. Ai, então, deixará de ser uma mágica ou milagre aparente realizado por poucos, para se transformar num principio lógico da ciência moderna, assim qualquer um de nós com compreensão da mesma, poderá fazer uso. Enfim, quando presenciamos uma mágica ou milagre inexplicável, é porque somos ignorantes das leis imutáveis da natureza empregada no processo da sua realização, porque se pesquisarmos pelo seu efeito, logo acharemos qual das leis da natureza serviu de causa para essa manifestação, já que todo principio tem suas regras lógicas que qualquer um pode compreender se estudar.
        Todo milagre representa nossa ignorância em não compreender qual processo foi usado na manifestação do mesmo, é sentir o efeito sem conhecer a causa ou não perceber qual lógica foi empregada na ação manifesta. Um simples espelho era um grande milagre inexplicável para as culturas indígenas.
        Duvido que se alguém sentar ao lado de uma montanha por menor que seja seu tamanho e peso, possa fazer movê-la somente com sua fé mental, sem nenhuma ação física racional sendo empregada, esses ditos religiosos acreditam em fundamentos sem teorias práticas da natureza humana, querem ter certeza de uma coisa que só eles em comunhão enxergam ou pensam enxergar, e nem ao menos se importa de comprovar na realidade, só repetem o que lhe ensinaram sem questionar. Se ainda tento debater com esses meus argumentos sólidos e amplos fundamentados na nossa ciência moderna, rotulam-me como profano, neófito, ignorante e infiel, sem nenhum respeito a minha erudição, a qual me custou tanto sacrifício adquirir, enquanto esses mesmos por vaidade se divertiam pregando suas eloqüentes ilusões; em resumo não há diálogo construtivo com pessoas que acham que conhece a verdade!
        Eles não conseguem desapegar-se de velhas crendices de povos em épocas antigas e já bem estranhas a nossa realidade presente. Baseiam em livros muito contraditórios em si e na maioria de origem apócrifa, confundem as histórias dos funcionários do governo (“Profetas”) feitas para podar e distrair o povo da época (como as novelas atuais). Alegam autoria de livros a analfabetos que não assinavam nem o nome. Não se espante com essas palavras rústicas; naquela época era raro encontrar alguém alfabetizado capaz de escrever uma carta, quando mais um livro, só tinha chance desse elevado status quem realmente estivesse próximo e em total harmonia com o poder político, o direito de ler e escrever só foi alcançado no final século passado. Como exemplo pergunto humildemente por que o Sr Platão “filho de um aristocrata” escreveu os lúcidos pensamentos do inteligentíssimo Sr Sócrates e não o próprio em punho?
        Vejam como muitas pessoas na sua ignorância histórica acreditam como certo que os velhos evangelhos Bíblicos foram escritos em punho pelos próprios autores citados, esquecem que são até apresentados na própria bíblia como evangelhos “segundo os autores” citados, e não como evangelhos “dos autores” citados. Esses mesmos evangelhos foram escritos entre dezenas a centenas de anos após a morte desses apóstolos. Um homem moderno e esclarecido tem consciência da distorção que isto gera, em jogos e simulação das empresas modernas, temos um exercício bem conveniente; leia o conteúdo de um texto e após memorizar, relate seu conteúdo a uma pessoa, e ela relate o que você disse a outra pessoa, e esta a outra e assim sucessivamente, lá no final da fila, o relato da ultima pessoa, é bem diferente e quase nada tem do texto original.
        Nós, humanos, estamos sujeitos a erros de percepção porque temos sentimentos de vaidade e paixões ardentes, que nos fazem defender, mesmo sem querer, até idéias ultrapassadas e sem fundamento para nós mesmos. Aos religiosos que acreditam somente na fé cega, não esqueçam de levar um trator compatível se quiserem realmente mover uma montanha. Saibam que não adianta proferir poderes metafísicos oriundos de um conhecimento místico. Em que acredita como verdadeiro e eterno, será sempre melhor ser sábio e justo nas soluções das ações físicas cotidianas.
        Em verdade voz digo, quando você deixar uma ideologia qualquer, transformá-lo num andróide possuidor da verdade da vida, terá evidentemente a impossibilidade de um progresso amplo e diversificado no conhecimento da humanidade. Será na verdade sempre um limitado restrito a pouco conhecimento de fato, porque não interessa pesquisar assuntos diversificados que pouco conhece; viverá sempre à margem de uma sociedade de opiniões livres e verdadeiras, que fazem da esperteza a realidade desse nosso mundo. Esses senhores pensam que já alcançaram a verdade da vida somente sentindo-se próximos e amigos pessoais do Criador desse infinito universo material, mas muitos desses senhores nem sabem explicar o básico principio da teoria elétrica, que possibilita um simples apertar de botão, ter luz em plena escuridão, ou como sua própria voz e imagem presente, poderem alcançar lugares tão distantes, neste globo, fazendo uso das teorias eletrônicas, que não eram nem ao menos previstas na fonte sagrada da sua dita sabedoria milenar. Tais homens insensatos bitolados na pré-história da civilização, não conseguem assimilar palavras modernas como as do Sr Friendrich Netzshe.
        “- O fanatismo religioso gerou numerosos Deuses antes que a razão do homem fosse suficientemente esclarecida, para reconhecer um único Deus, resultando que este homem possa confiar em seus sentimentos”.
        Estou convencido que um conhecedor profundamente atualizado nas várias leis da ciência moderna possa estar bem mais próximo de compreender Deus em sua plenitude, do que um eloqüente orador iludido em conhecer a verdade da vida. Esse último se baseia em ensinamentos seculares, extraídos de livros antigos e duvidosos há muito ultrapassados, porque o mundo evolui constantemente diante da ciência. Toda verdade da vida é evidente que está concluída, conclusivamente nessa forma física de ser, que manifestamos constantemente na matéria comum de todos, diante dos nossos olhos.
        Pentecostal, Obra da Restauração, Igreja Batista, Assembléia de Deus, Reino de Deus e outras dão muita ênfase a esses dons miraculosos invisíveis, que ocultam e dividem cada vez mais o Cristianismo a pequenos segmentos. Exemplo é a Congregação Cristã, que apesar do nome, não aceita a Bíblia na íntegra, eles se apegam apenas aos quatro evangelhos da bíblia, esquecendo talvez por falta de conhecimento histórico, que na realidade existem vários outros evangelhos além dos que estão na Bíblia, mas foram muitos bem ocultados na implantação do catolicismo. Mas hoje bem devagarzinho eles vão aparecendo mesmo contra a vontade dos poderosos que querem vender idéias e não a verdade.
        Tem ainda aqueles evangélicos maliciosos com essa santa ignorância histórica, pois vivem constantemente a criticar os erros cometidos no passado pela igreja católica, como se esta não fosse a sua origem comum, e não tivesse os mesmos fundamentos cristãos. Esquecem que durante muito tempo, catolicismo e cristianismo eram a mesma coisa, principalmente na época da Inquisição, pois uma era o único representante da outra. Os evangélicos como ditos, só vieram a existir depois das reformas do Sr Martinho Lutero que, entre outras muitas coisas absurdas, não concordava com o perdão (Indulgência) imposto pelo Catolicismo. Vejam que hoje passados alguns anos, o perdão já é inexplicavelmente mais defendido pelos evangélicos, que conseguem absolver com facilidade até assassinos sanguinários que destruíram boas famílias, talvez até porque não era a família desses mesmos que sentiram a dor que esses bandidos trouxeram. Engraçado, os divididos atropelaram o motivo da sua divisão.
        Como diz o ditado “eles cospem no prato em que comeram” porque todo e qualquer segmento evangélico nasceu básica e unicamente do Catolicismo. Enfim, aceitem meus queridos irmãozinhos, que todos os cristãos, independentes do nome da sua seita ou religião, têm sua culpa histórica pelas barbaridades e atrocidades cometidas em nome do Cristianismo. São nossas pequenas contribuições que, somadas, dão grandes poderes para os líderes dessas instituições agirem como querem, muitas vezes contra nossos desejos, já que na grande maioria das vezes, sempre ficamos omissos diante da nossa pequenez de impor e prevalecer nossa própria vontade, contra os interesses particulares desses a que delegamos poderes cegamente.
        Não estou aconselhando acabarem com essas religiões irresponsavelmente, porque sei quando tudo parece perdido, a única saída é se agarrar a algo em que acreditamos no mais íntimo do ser, essas religiões cumprem esse papel de purificar o espírito humano dos vícios, pois deixo meu testemunho na salvação de certos amigos que já considerava perdidos.
        Observem como o amor e as grandes paixões humanas liberam imensas e violentas energias ainda inexplicáveis, que sempre resultam em brusca mudança no comportamento humano, sejam para o bem ou mal. Todo homem apaixonado consegue fazer coisas que não conseguiria fazer, ou mesmo não teria vontade de fazê-las se não fosse a energia de um grande amor guiando-o. O que estou pretendo por ora é lhe mostrar, que nem sempre o conteúdo de uma obra é verdadeiro ou livre da corrupção do homem. Veja como hoje temos até o senhor do segundo advento caminhando pela terra com o nome de Sum Miung Moon (“Igreja da Unificação Cristã”), mal sabendo que o messias verdadeiro já havia encarnado em outros, como exemplo, digamos o Sr Krishnamurti.
        Eu também não queria explanar sobre a cultura espírita, até porque sou conhecedor das obras sociais desenvolvidas pelos Centros Kardesista Brasileiros (“já que só no Brasil é que o espiritismo tem força e forma de religião, também pudera, até no final do século 19 eram os curandeiros, médium que encarnavam médicos falecidos, benzedeira e até mesmo sonâmbulo quem cuidava da saúde do povo brasileiro, o que resultou num grande problema de ordem sanitário”).
        Mas devemos admitir que conversar com defuntos ou almas dos que já morreram ou talvez nunca nasceram, não é normal ao homem inteligente, de bom senso, ou estar muito além das minhas profundas e árduas pesquisas. Só me atrevo a debater um tema profundamente, depois de conhecê-lo perfeitamente bem. Com isso, insisto em que tenho autoridade e esperteza suficientemente para afirmar na quase totalidade, que os espíritas basicamente se dizem seguidores do Sr Jesus, parece até que nunca estudaram a filosofia dele, que se baseia clara e fielmente no principio Egípcio da ressurreição da carne. Em épocas de difícil comunicação, o povo Judeu talvez nem conhecesse o principio da reencarnação trazido da Yoga Indiana. Estudem e reparem que em todas passagens dos evangelhos, o Sr Jesus Cristo sempre defendeu claramente a ressurreição dos corpos como exemplo em João (”5” 25-29).
        Hoje não podemos aceitar que um guia (“alma”) encarna num cavalo (“médium”) só para beber pinga e fumar, atos tão degradantes da natureza humana. Numa reunião pratica de terreiro, um Exu (“Orixá”) mostrava seu imenso poder colocando fogo no corpo, depois de ter virado uma tocha humana viva na minha frente, foi sentar-se num banco em que eu discretamente havia deixado seu charuto aceso, seguiu-se uma pausa e um grande ai, e o Exu acabou caindo do cavalo, perdeu toda concentração e até se recompor ficou visível à farsa empregada, que é a mesma de um bom ator vaidoso saciando as necessidades de seu karma diante da sua platéia.
        Denuncio infelizmente, após longas pesquisas, que todo e qualquer espiritismo é simplesmente charlatanismo, ou quem sabe a ignorância de conhecer a si mesmo, ao manusear suas próprias energias latentes, tão comuns e abundantes em nosso interior. No Egito antigo, já era comum a feitiçaria, os gregos consultavam seus oráculos, os romanos encarnavam defuntos, os negros e índios primitivos são os que mais divulgam essas trocas de favores com o além invisível dos mortos. Essas bruxarias não existem, na época da Inquisição, a Igreja Católica andou fazendo muito churrasco com esse tema, na grande maioria, às custas de vidas úteis e inocentes.
        Bruxo e feiticeiro é qualquer um que acredita, satisfazendo os Deuses e amigos imaginários invisíveis, é que consegue adquirir algum favor particular. E para que recorrer ainda aos mortos se temos tantos homens vivos, inteligentíssimos e atualizados no conhecimento cientifico das leis materiais imutáveis do universo? Os mortos, quem sabe, podem estar até por cima, não morri ainda para certificar, mas garanto que é impossível ser o futuro da vida. O senhor Leon Denizard (“Allan Kardec”) deveria deixar seus recalques e falar por si mesmo, quando comenta os evangelhos e não atribuí-los aos espíritos, que já morreram ou mesmo nunca nasceram, até porque não cabe essa palavra espírito é o sopro vital, a condição (espírito de luz, de luta e etc.) e não pode ser confundido com uma alma (Princípio de vida), que é a essência de uma existência terrena ou não. Percebam como duas pessoas vivas e inteligentes, não conseguem se comunicar sem fazer uso das devidas palavras ou ações físicas, então imagino que seria muito mais difícil, e digo ainda impossível o dialogo se uma delas estiver sem vida a expressar em seu corpo.
        Imaginem como seria bom se a mediunidade (ou mesmo a telepatia) fosse um fato real e comprovado para a ciência moderna! Como evitaríamos as dificuldades constantes que temos de comunicação, principalmente quando nos encontramos num país estrangeiro, cujo idioma vagamente conhecemos. Por fim, ficaríamos livres definitivamente de nossos incômodos telefones celulares, se pudéssemos simplesmente usar a telepatia para nossa comunicação a distancia. Se essas comunicações com os mortos existissem de fato, com a certeza que ainda alguns insistem em alegar “mesmo conhecendo a verdade”, já teríamos como conseqüência descoberto algum principio básico e cientifico da vida além túmulo, evidente que muitas dúvidas já teriam sido discernidas.
        Por que devo admitir que a Sra. Marie Laveao consegue me matar usando simplesmente seus rituais Vodu, ou que os adeptos do Quimbanda consigam causar-me algum mal terrível, usando princípios diabólicos da mediunidade, se eu mesmo nem ao menos aceito a existência do diabo maligno, como eles aceitam e ainda proferem ser a base da causa de seu poder?
        Graças devido aos meus sinceros estudos, até já me alegra muito em saber que do Candomblé, Umbanda e mesa branca, só posso mesmo é esperar o bem, segundo as suas tradições de fazer o bem sem olhar a quem, porque Deus é pai de todos.
        Não aceite nenhum poder diabólico, muito menos ainda alguma outra forma estranha de energia, que possa ser tão poderosa a ponto de ser comparada ou mesmo confundida com o poder infinito de Deus, Criador de todas as coisas manifestas no mundo. Como o Criador todo poderoso criaria algo tão absurdo como um diabo, a ponto de prejudicar-nos e botar em risco sua própria grande obra divina.
        Se uma pessoa aceitar a existência do diabo, evidentemente estará desacreditando do poder infinito que emana de Deus todo poderoso. Não faz sentido algo perfeito em sua natureza sublime ter imperfeições tão absurdas. Imagine uma pessoa de coração puro e bem intencionado, construir um lindo prédio para seus entes queridos viverem felizes e em paz para o resto da vida, e convidar colocando mortalmente no meio deles um assassino sanguinário sem escrúpulo. Que sentido teria sua obra, se não fosse com objetivo sádico?
        E uma prova, dizem alguns! Ora, isso e ridículo demais, pois essa linha medíocre de raciocínio só provaria que Deus é pequeno e impotente diante do pessimismo do mal. Será que ele ficou tão sem idéia que foi preciso inventar até um diabo infalível para assustar?
        E muito ruim uma pessoa covarde, esconder suas fraquezas atrás desses conceitos ilusórios da tentação do demônio. As pessoas que usam desse artifício têm sempre desculpa para seus erros infantis, são covardes medíocres que nunca se superam, porque não admitem sua verdadeira culpa para poder consertá-las, preferem insinuar que são inocentes, mesmo sabendo que não são, alegam sempre que os demônios “ou mesmo as vitimas” são culpados do seu ato insanos. Estes sempre darão vida a demônios para justificar seu comportamento doentio de fazer mal a inocentes, fazendo com isso uma excelente desculpa para não serem repreendidos perante sua sociedade. Lembre-se sempre de que o demônio só existe para quem dele precisa, para justificar seus atos insanos ou alguma outra vantagem.
        Há aquele pastor que, por burrice, anuncia para as ovelhas a não ir muito longe, porque o lobo mau as comeria. Veja neste raciocínio chinfrim que este pastor acomodado não é inteligente o suficiente em ajudar as ovelhas a encontrar melhores pastos, e na realidade quem apascenta essas ovelhas, não é um pastor inteligente e sim o lobo mau na forma de medo. Todo mal se origina do fato do homem ter sido um animal também irracional no passado remoto. O mundo evolui, porque o homem se refina com o passar do tempo, amadurece, logo resultará como certo que o mal se extinguirá naturalmente.
        Quem continuar dando vida ao diabo, aceitando que este luta eternamente contra Deus quase o vencendo, é porque no fundo da alma não acredita realmente no poder infinito que emana de Deus todo poderoso, porque onde houver o mínimo de luz se extingue naturalmente a escuridão. Quem ama Deus na sinceridade admite e vence (sem misticismo) seus temores e fraquezas com simplicidade. Ora vejam como exemplo pratico, quem ama alguém intensamente de verdade, só quer ficar com aquela pessoa e nenhuma outra serve, mesmo se disponível, só se sentiremos bem na companhia da pessoa amada. Quem ama Deus acima de tudo não enxerga outra coisa a não ser sua luz.
        Mas Deus e diabo não existem de fato como realidade física, pertence ao mundo do imaginário humano. Deus existe tanto quanto o número complexo necessita existir para fazer contas exatas, são apenas conceitos imaginários para fechar certas equações, sempre que o teorema passa por um elemento indefinível. Planos e retas, mais e menos, são conceitos relativos que não se explicam por si, mas apenas se aplicam para obter resultados.
        O que existe é a natureza das coisas, um longo caminho entre as verdades e mentiras a qual vamos assimilando com o tempo e formando partidos que infelizmente sempre com tendências radicais inúteis ao mundo. Vejam como muitos geraram sangrentas guerras na tentativa de provar que Deus é simplesmente compreensão e amor ao próximo. Deus é muito diferente de outras energias obstratas como exemplo o amor, pois muitos acreditam que o amor não existe porque não o enxergam na realidade dos olhos, mas como a eletricidade que também é invisível tem efeitos que comprovam existirem de fato, e com o tempo todos nós humanos mesmo sem o ver aprendemos fazer uso dessas energias. Essas pessoas incrédulas do amor um dia ira amar intensamente de verdade, ai percebera a imensa e poderosa energia que faz ate eu escrever essas singelas palavras, porque amo com sinceridade você e o mundo acima da ignorância imposta.
        Deus é o único e intraduzível sentido lógico de um conceito sobre a natureza, assim dentro de um acaso que não há promessa alguma; apenas o sentido da natureza das coisas. Um imenso caos que com o tempo e dedicação o homem aprende a organizar para melhor usufruir. Se racharmos nosso planeta numa explosão nuclear para provar que Deus existe, não haverá outro mundo prometido e o conceito de Deus extinguira quando o ultimo humano falecer. Mas a natureza das coisas continuara sem seres humanos como sobreviveu sem a imensa população de dinossauros que durante milhões de anos dominavam nosso planeta. Deus não tem efeito comprovado numa lógica, é só um conceito imaginário oriundo do amor, por esse motivo existem milhões de Deuses, se um único Deus fosse o verdadeiro não existiriam os outros. Se Deus todo poderoso é amor ao extremo e compaixão ao próximo então não haveria sofrimento. O rico sempre realiza o que o pobre sonha.
        Em todos os momentos de tua vida estais pensando ou desejando algo, o gozo do teu pensamento alimenta o teu eu e semeia a tua vontade (você pode traduzir isto religiosamente ou cientificamente, não importa). Se tudo o que você faz é viver de engodo em engodo para realizar suas vontades. Algumas pessoas para fugir da realidade mais próxima (aquelas mesmas que não conseguem alcançar), acaba por fundamentar um pensamento coletivo que não permite o pleno gozo da vida, assim se sentem melhor por não ter coragem ou condição de realizarem seus desejos íntimos porque num pacto ninguém realizara o seu. Esta é uma forma de doença social fruto da imaturidade desta mesma sociedade humana. Portanto temos que lutar contra todos os dogmas que fundamenta nossas constantes atitudes contra a natureza das coisas. A maior dificuldade de um homem inteligente é que temos que jogar com o código padrão que norteia as relações sociais da humanidade, mas nunca nos curvarmos a ele forçando ou gerando novos desentendimentos. No cotidiano os sábios exercitam o olhar e o ouvir, o sentir e o falar preciso pela vida toda, assim com o tempo sempre aprendendo a jogar e a derrotar a ignorância e vícios tradicionais do homem.
        Deus e Diabo são figuras de linguagem dedutiva da raça humana e não conceitos exatos a qual podemos fazer uso como uma realidade lógica comprovada pela ciência. Devemos fazer o bem ajudando outros a acharem seu caminho para nosso mundo ficar melhor e não impor regras de fazer o bem para ser recompensado por um Deus no futuro.
        E para encerrar esses resumos históricos de uma forma alegre, lá vem a Son of Man sem nenhum poder de revelação mística, rolando mais pedra que o rock rolou, e prometendo que não irá ficar nenhuma que não seja derribada, ela não terá templo material, senão usaria todas as pedras preciosas, existentes na face da terra para agradecer a esse Criador, em ter dado um mundo tão moderno e evoluído. Vamos, ajuntem-se os escolhidos! Não é um fato que as águias possuem uma visão apurada e enxergam longe?
        Creiam depois de expor esses livres escritos, o cadáver ficou muito exposto. Senhores, saibam que tenho muita autoridade para escrever essas singelas linhas, porque vivi deste a minha infância incubado dentro destas comunidades filantrópicas, conheço-as como poucos, suas origens e variedades das suas diversificações culturais, constantemente observando e associando suas qualidades e defeitos. Sempre as pesquisava em seus ensinamentos de preferência na fonte, interrogava meus superiores imediatos, devorava seus livros e conhecimentos muitas vezes de origem milenares, mas com tudo isso eu confesso, pouco me importa se em três destas, fui pastor evangélico, naquela um praticante e estudante severo da yoga, renunciando aos prazeres da vida terrena, enquanto tantos outros se divertiam a minha frente, ou até mesmo por ter sido médium, que este livro pudesse ser totalmente psicografado pelo espírito da bondade divina.
        Nada, mas nada disso, iguala-se a este enorme prazer de tentar escrever algo realmente útil e sincero, que resistiria além do tempo e espaço transcorridos entre nós. Rogo que este livro tenha um endereço certo e tão sublime, você, que lê atenciosamente esta obra, e manifesta vida neste seu presente agora em comunhão com esses ensinamentos. Desculpe se abalei propositadamente sua fé, mas não devemos nos acomodar em achar que sabemos de tudo. Cuidemos para que ninguém nos engane com esses assuntos. O que pretendo neste momento é simplesmente preparar caminho para a compreensão do conteúdo a seguir exposto neste livro.
        A Son of Man é um principio livre de unificação harmoniosa com a globalização mundial, não a critique inutilmente porque a critica destrutiva aniquila as melhores intenções do coração. Experimente ao contrário, compreendê-la cada dia melhor contribuindo com sabia paciência, começando a ler por inteiro este livro, e não pensar erroneamente que se leu um pouco, somente uns parágrafos, já domina toda a obra e pode emitir opiniões que evidentes serão erronias. Saiba que esta embora pequena e humilde, sempre procurará cativá-lo com humor e inteligência a cada nova página.
        Muitos ainda gostam de criticar, sem nem saber o que criticam ou porque estão criticando; muitos criticam tudo e a todos ao mesmo tempo e ainda se orgulham dessa rebeldia gratuita. Estão sempre querendo mudar quem sabe, até mesmo a gramática com a qual se comunicam, mas eles simplesmente esquecem o óbvio da questão: que para requerer quaisquer mudanças na gramática atual, teriam a obrigação de no mínimo entender e dominar essa mesma gramática com muita desenvoltura, ou pelo menos o uso correto de suas regras básicas atuais, para dar sustentação lógica e efetiva nas futuras pretensões de seus argumentos. Como diz o conhecido ditado “Se não puder ajudar o amigo, então não atrapalhe”.
        Com isso afirmo, dê de si para que este mundo possua uma única linguagem verdadeiramente honesta no futuro, quantos transtornos evitaríamos se o mundo tivesse um único idioma, com o qual todos se comunicassem perfeitamente bem, ou mesmo se todos fossem convenientemente educados para serem destros e nunca canhotos.
        Vamos construir algo maior, sempre lindo e livre da nossa ignorância e egoísmo individual, isso para que nossos filhos possam viver com mais conforto, num novo tempo de realizações, sem fantasias ou mentiras herdadas de ideologias supersticiosas há muito ultrapassadas, que quase sempre se apóiam em mundos obscuros e abstratos, que nada contribuem em favor do nosso mundo verdadeiro e moderno. Hoje nossas crianças têm muito mais conhecimento que qualquer gênio que viveu nesses milhares de anos percorridos da História, até porque nossas crianças são os néctares da soma de todo conhecimento mundial manifesto por esses mesmos gênios.
        Como sempre essas mesmas ideologias pregavam que de mil passaria, mas dois mil nunca. Já se faz necessário um novo entendimento universal, que some todas as culturas humanas numa única sociedade justa universal, objetivando a lógica de um viver tranqüilo, livre da ignorância da superstição do passado que nos atrasa, resultando em princípios claros e definidos numa única lei universal, independente dos diversos interesses mesquinhos de nações ou dogmas religiosos. Que a opinião, principalmente o poder de voto da maioria comum humana, vença e condense tudo harmoniosamente numa única e rica cultura tecnológica mundial, resultando numa sociedade realmente evoluída, da qual todos nós possamos se orgulhar sem medo de ser felizes, porque opinamos em seu conteúdo e confecção.

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